20 de setembro de 2026
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A inadimplência sempre foi considerada um problema secundário: ocorre, registra-se, cobra-se e provisiona-se. O custo dessa passividade se reflete de forma diluída nos resultados e, por essa razão, raramente se torna uma prioridade de investimento. Nesse contexto, a recuperação de crédito, quando automatizada e integrada aos dados de uso do cliente, passa a atuar como um centro de receita.

Da retaguarda ao centro de receita

Os dados do ecossistema da OmniAI apoiam essa tese. Informações da empresa indicam que a recuperação automatizada de crédito gera um retorno de R$ 2,3 milhões por trimestre para as operações que utilizam a plataforma, com faturamento e recuperação geridos com base no uso real de cada cliente. Em outras palavras, não são aplicadas abordagens genéricas de cobrança.

O momento certo de agir

A diferença técnica reside no momento e no contexto da abordagem. No modelo tradicional, a cobrança reage ao atraso. Já no modelo orquestrado, os sinais aparecem antecipadamente: a diminuição no uso, o padrão de suporte e o comportamento de pagamento formam um panorama que permite agir na janela em que a recuperação é mais provável e menos desgastante para a relação.

“Cobrança genérica trata o bom cliente como devedor e o devedor como bom cliente. Quando a régua é baseada no uso real, a empresa cobra menos, recupera mais e preserva a relação”, afirma Carlos Guerra Jr., CEO da OmniAI.

Um deslocamento contábil

O impacto agregado se revela no indicador que resume o caso de negócio: um retorno médio de 3,5 vezes sobre o investimento em IA entre as empresas do ecossistema, segundo a OmniAI. Para o mercado, o foco é no deslocamento contábil, muito mais do que em uma ferramenta específica. Quando a operação acontece de forma integrada, funções inteiras mudam de posição no demonstrativo, e a cobrança, historicamente vista como o patinho feio do back-office, pode ser uma das primeiras a se beneficiar dessa mudança.

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Fonte original: "recuperação de crédito" – Google Notícias

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