20 de setembro de 2026
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Relatório de inadimplência organizado pela Federação Varejista do RS, com base nos dados do SPC Brasil

O consumidor gaúcho teve um respiro em agosto, com uma queda de 2,31% no número de inadimplentes em relação ao mês anterior, um índice superior às reduções observadas na Região Sul e no Brasil. No entanto, houve um aumento de 11,06% no número de devedores comparado ao mesmo mês do ano passado, embora este crescimento esteja abaixo dos 14,42% registrados no mês anterior. Essa tendência também é refletida na capacidade de recuperação de crédito dos consumidores no Rio Grande do Sul, especialmente entre aqueles que tinham dívidas mais baixas, até R$ 500. O volume de pessoas que saíram dos registros de inadimplência cresceu 6,96% em relação a agosto do ano passado. Embora esse aumento seja inferior ao observado na Região Sul e no Brasil, representa uma reversão em comparação aos meses anteriores, quando, por exemplo, em julho houve uma redução de 1,23% na recuperação de crédito dos gaúchos.

Os dados fazem parte do relatório de inadimplência do estado, organizado pela Federação Varejista do RS, a partir da base de dados do SPC Brasil. O relatório ainda indica que, em agosto, os gaúchos acumularam menos dívidas em relação ao mês anterior, com uma variação de -1,67%. Na comparação anual, o acúmulo de dívidas cresceu 20,23%, um aumento inferior ao registrado no mês passado, que foi de 24,21%. A maior dificuldade na recuperação de crédito ocorre entre os considerados reincidentes, ou seja, aqueles que já estavam registrados no SPC Brasil há 12 meses ou aqueles que saíram e retornaram nesse intervalo. Em agosto, 88,97% dos inadimplentes no Rio Grande do Sul eram reincidentes, um aumento de 24,54% em relação ao mesmo mês de 2022. Em 62,3% dos casos, a dívida é com bancos.

“Os números indicam que o consumidor gaúcho está se esforçando para melhorar sua situação e aumentar sua capacidade de consumo de crédito, recuperando o crédito por meio de acordos com os devedores, especialmente em relação a bancos e cartões de crédito, onde os juros são frequentemente muito altos”, afirma o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner. “Isso demonstra que grande parte do endividamento não está associada a um comportamento inadequado no que diz respeito ao desejo de não pagar, mas sim a uma má gestão financeira feita por aqueles que acumularam restrições e agora buscam mudar essa realidade, restaurando sua capacidade de consumo de crédito”, complementa.

Ivonei Pioner, presidente da Federação Varejista do RS

O relatório detalha que o valor médio das dívidas acumuladas por inadimplente em agosto foi de R$ 5.673,95, um aumento de 0,8% em relação ao total devido em julho. Em 39,03% dos casos, a dívida acumulada era de até R$ 1 mil. Por outro lado, na hora de quitar suas dívidas, os gaúchos pagaram, em média, R$ 2.898,59, um valor 4,8% menor do que no mês anterior. No entanto, isso não indica que houve uma redução na recuperação de crédito, uma vez que, em 61,49% dos casos, a recuperação envolveu pagamentos de até R$ 500, enquanto em julho essa porcentagem era de 52,38%.

A maior parte dos inadimplentes gaúchos (35,54%) tem dívidas acumuladas entre um e três anos, enquanto os maiores índices de recuperação de crédito se concentraram nas dívidas de até 90 dias (12,35%) e nas que se acumulavam entre três e quatro anos (12,04%). A principal dificuldade para retomar o crédito está associada a dívidas com prazo mais longo, entre quatro e cinco anos, que apresentam uma diminuição de 16,7%.

Fonte original: "recuperação de crédito" – Google Notícias

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