21 de outubro de 2026
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No primeiro semestre de 2026, mais de 6,3 mil empresas brasileiras estavam em recuperação judicial, conforme dados do Monitor RGF-BizDoc. Para bancos, credores, escritórios de advocacia e grandes corporações, essa estatística serve como um alerta: esperar o processo se tornar judicial para identificar riscos pode significar agir tarde demais.

Rafael Mendes, CRO da LEME Inteligência Forense, afirma que aguardar o pedido de recuperação judicial para atuar significa desconsiderar uma série de sinais que aparecem muito antes da crise se tornar pública. “Mudanças na estrutura societária, incremento no número de ações judiciais, alterações patrimoniais e relações entre empresas podem indicar um cenário problemático muito antes do processo chegar ao Judiciário. Apenas ter acesso à informação não diminui os riscos. O que realmente faz a diferença é transformar registros dispersos em inteligência para orientar decisões e identificar padrões que seriam difíceis de perceber em análises isoladas”, explica.

Esse novo comportamento do mercado tem impulsionado a utilização de ferramentas que reúnem informações societárias, patrimoniais, processuais e financeiras para identificar sinais de deterioração. “Nenhuma base de dados, isoladamente, narra a história completa de uma empresa. O valor da tecnologia reside na capacidade de conectar informações que parecem isoladas e revelar relações que ajudam a compreender riscos, oportunidades e o contexto de cada operação.”

Mendes ressalta que “antes de conceder crédito, formalizar uma parceria ou iniciar uma negociação, as empresas precisam entender o contexto completo de quem está do outro lado. Quanto mais cedo essas informações são integradas ao processo, maior a capacidade de evitar perdas e reduzir incertezas.”