20 de setembro de 2026
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De acordo com o Monitor RGF-BizDoc, mais de 6,3 mil empresas brasileiras solicitaram recuperação judicial no primeiro semestre. Rafael Mendes, CRO da LEME Inteligência Forense, ressalta que identificar sinais de deterioração financeira antes do início do processo pode auxiliar credores e empresas a tomar decisões proativas, em vez de confrontar o problema apenas quando ele já está no Judiciário, conforme relatado pelo Monitor do Mercado.

Mudanças societárias e processos acendem o alerta

Segundo Mendes, alterações na estrutura societária, aumento no número de ações judiciais, mudanças no patrimônio e relações entre empresas frequentemente se manifestam antes que a crise se torne judicial. O executivo enfatiza que a informação, por si só, não diminui riscos. “O que realmente importa é transformar milhares de registros dispersos em inteligência que apoie decisões e permita identificar padrões que, de outra forma, passariam despercebidos em análises isoladas”, afirma.

Para Mendes, a análise de uma empresa não deve se restringir a uma única fonte de informação. Dados societários revelam a composição e as relações entre empresas e sócios; dados patrimoniais permitem monitorar alterações nos bens e ativos; e registros processuais ajudam na identificação do progresso de disputas judiciais. A combinação dessas informações oferece um panorama da situação de uma empresa antes do pedido de recuperação judicial.

“Nenhuma base de dados, isoladamente, oferece a narrativa completa de uma empresa. O verdadeiro valor da tecnologia reside em conectar informações aparentemente desconexas e revelar relações que ajudam a entender riscos, oportunidades e o contexto de cada operação”, afirma Mendes.

Decisões de crédito, parcerias e due diligence

O executivo destaca que esse tipo de análise pode ser fundamental antes de decisões como a concessão de crédito, fechamento de parcerias ou início de negociações. “Quanto mais cedo essas informações são incorporadas ao processo, maior é a capacidade de evitar perdas e reduzir incertezas”, diz.

Segundo Mendes, o Mapa de Relacionamentos, ferramenta de inteligência corporativa da LEME, registrou mais de 436 mil consultas por mais de 6 mil usuários ativos em 24 estados brasileiros. Este módulo permite visualizar relações entre pessoas, empresas e grupos econômicos e, conforme a companhia, é utilizado em análises de crédito, investigações corporativas, recuperação de ativos e processos de due diligence.

“Inteligência de dados não se limita apenas a encontrar informações. Ela também ajuda a revelar oportunidades que podem alterar substancialmente o desfecho de uma negociação ou de uma estratégia jurídica”, afirma. “Antes de conceder crédito, fechar uma parceria ou iniciar uma negociação, as empresas precisam compreender o contexto completo de quem está do outro lado.”

Fonte original: "recuperação de crédito" – Google Notícias

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