IA e recuperação de crédito nas cooperativas
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa e se tornou parte do dia a dia em grande parte do sistema financeiro cooperativo brasileiro. Nos últimos dois anos, cooperativas de crédito de diferentes tamanhos começaram a testar, validar e expandir soluções de automação conversacional para tarefas que antes dependiam quase exclusivamente do contato humano — entre elas, uma das mais sensíveis: a recuperação de crédito. É nesse encontro entre tecnologia, eficiência operacional e relacionamento com o cooperado que a Ubots, plataforma especializada em atendimento conversacional para instituições financeiras, promove um novo evento do setor, agendado para o dia 23 de julho.
Dessa vez, o estudo de caso apresentado não é proveniente do cooperativismo, mas de um player que também enfrenta o desafio da cobrança em larga escala: o Grupo Herval, uma empresa gaúcha com mais de seis décadas de experiência no mercado, que possui um portfólio que inclui operações financeiras próprias. O encontro on-line mostrará como o grupo reorganizou sua operação de recuperação de crédito utilizando o WhatsApp, combinando automação e IA generativa para escalar suas atividades sem comprometer a qualidade do atendimento — um roteiro que interessa diretamente a qualquer cooperativa lidando com inadimplência e carteiras de crédito.
Um desafio que permeia todo o sistema de crédito
A recuperação de crédito é tradicionalmente uma das áreas mais custosas e menos digitalizadas dentro das instituições financeiras. O modelo convencional — que envolve ligações, cartas de cobrança e contatos individuais conduzidos por operadores — ainda é predominante em muitas cooperativas, mesmo quando a maior parte da interação com cooperados já é feita via celular. O resultado é um descompasso: enquanto o restante da jornada do cooperado se digitaliza, a cobrança ainda depende de estruturas manuais, dispendiosas e de difícil escalabilidade.
Essa limitação tem se tornado ainda mais evidente à medida que o crédito cooperativo cresce em volume e complexidade. Cooperativas de crédito têm ampliado suas carteiras e, consequentemente, os desafios relacionados à inadimplência, levando gestores a buscar formas de aumentar a capacidade de atendimento sem inflar o quadro de operadores ou comprometer a experiência do cooperado. Diversos casos apresentados por cooperativas em iniciativas do setor mostram esse movimento: o uso de automação via WhatsApp para negociação de dívidas, simulação de propostas de pagamento e até fluxos autônomos nos quais o próprio cliente negocia diretamente com um robô, dentro de políticas definidas pela instituição — reduzindo o esforço operacional e mantendo, ao final, a possibilidade de intervenção humana quando necessário.
O pano de fundo desse movimento é a consolidação da IA generativa como uma ferramenta de atendimento em escala. O que há poucos anos era visto como um diferencial competitivo — um chatbot mais elaborado ou uma automação pontual — agora é encarado como uma infraestrutura básica de relacionamento. Bancos digitais, financeiras e fintechs já utilizam esses recursos de forma intensiva, e o cooperativismo de crédito, tradicionalmente mais conservador em sua adoção tecnológica, sente a pressão de acompanhar este ritmo sem perder o que sempre foi seu maior diferencial: a proximidade com o cooperado.
A proposta da mesa de negócios promovida pela Ubots
É nesse cenário que a Ubots realiza sua mesa de negócios no dia 23 de julho. A proposta se afasta do formato tradicional de palestras expositivas: em vez de uma apresentação institucional genérica, o encontro é estruturado em torno de um case real, detalhando os bastidores, desafios enfrentados e aprendizados adquiridos durante sua implementação — uma abordagem que a Ubots já vem solidificando em encontros anteriores com cooperativas, nos quais casos práticos de automação são apresentados e, a partir deles, os participantes elaboram planos de ação aplicáveis à sua realidade operacional.
De acordo com a programação divulgada, os participantes terão a oportunidade de conhecer como o Grupo Herval estruturou uma operação orientada por dados, segmentou sua base de clientes, personalizou jornadas de relacionamento e expandiu a capacidade de atendimento sem comprometer a experiência do cliente. Também serão debatidos os obstáculos enfrentados ao longo do processo, as estratégias utilizadas para superá-los e como a empresa transformou sua cobrança em um modelo mais eficiente, inteligente e escalável — utilizando a tecnologia como alavanca de produtividade e otimização de recursos, em vez de simplesmente substituir o fator humano.
Esse último ponto é muitas vezes o que gera maior interesse entre os gestores de cooperativas: o equilíbrio entre automação e humanização. A experiência demonstra que a resistência à adoção de IA no atendimento financeiro normalmente não está vinculada à tecnologia em si, mas ao receio de que ela prejudique o vínculo com o cliente — no caso das cooperativas, com o cooperado. Casos como o que será apresentado ajudam a mostrar, na prática, que uma automação bem estruturada não elimina o contato humano, mas o redireciona para os momentos em que realmente agrega valor.
O que os participantes levam do encontro
Mais do que uma vitrine de resultados, a proposta é oferecer um benchmark aplicável. Trata-se de um encontro voltado para aqueles que desejam utilizar o WhatsApp como canal estratégico para a recuperação de crédito, tornando a operação mais eficiente e orientada por dados — não uma discussão teórica sobre o futuro da IA, mas relatos de decisões concretas, com êxitos e dificuldades reais.
Para cooperativas que ainda veem a cobrança como um centro de custo isolado, o case do Grupo Herval apresenta um contraponto interessante: a concepção de que a área de recuperação de crédito pode também se tornar um ponto de conexão e fidelização, ao conduzir o contato com mais agilidade, personalização e respeito ao momento do cliente. Essa é, de fato, uma discussão que vem amadurecendo em outras iniciativas do setor, onde cooperativas relatam ganhos significativos em satisfação no atendimento após adotar fluxos automatizados de negociação — um indicativo de que o caminho apresentado não é isolado, mas parte de uma tendência mais ampla de digitalização na cobrança colaborativa.
Haverá também um valor menos evidente, mas igualmente importante: a troca de experiências entre instituições que, mesmo atuando em segmentos distintos — uma financeira privada e cooperativas de crédito, por exemplo —, enfrentam desafios operacionais muito semelhantes. Esse tipo de intercâmbio tende a acelerar decisões que, de modo isolado, cada instituição levaria muito mais tempo para amadurecer internamente.
Como participar
O encontro ocorrerá de forma on-line, via Zoom, no dia 23 de julho, com inscrição gratuita e obrigatória através da página oficial do evento. Cooperativas de crédito interessadas em entender, na prática, como estruturar uma operação de recuperação de crédito mais eficiente, automatizada e orientada por dados — sem perder o toque humano no relacionamento com o cooperado — podem garantir sua participação pelo link.
Para gestores de crédito, cobrança e atendimento que buscam referências concretas sobre como equilibrar tecnologia e relacionamento, este é um encontro que merece ser agendado.
Sobre a Ubots
A Ubots é uma especialista na criação de conexões inteligentes entre marcas e consumidores. Unindo inteligência artificial de ponta e atendimento humano, a empresa desenvolve plataformas conversacionais que transformam canais digitais — como o WhatsApp — em poderosas ferramentas de eficiência operacional e geração de receita, atuando como parceira estratégica de importantes nomes do setor financeiro e cooperativo.
Fonte original: "recuperação de crédito" – Google Notícias
