20 de agosto de 2026
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07 de agosto de 2026



Na manhã de sexta-feira (7), dezenas de empreendedores participaram de uma apresentação sobre as novas soluções empresariais da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), focadas na recuperação e concessão de crédito. As iniciativas AC Recupera e AC Protesto foram apresentadas na sede da entidade pelo vice-presidente de Produtos da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Ary Russo.

Durante aproximadamente uma hora, Russo demonstrou na prática o funcionamento e a eficiência das duas soluções, disponíveis nas associações comerciais que fazem parte da rede Facesp.

“A inadimplência afeta diretamente o fluxo de caixa das pequenas e médias empresas”, afirmou Carlos Francisco Bitencourt Jorge, presidente da Acim, ao ressaltar a importância de novas ferramentas para a recuperação de valores. Segundo o presidente, muitos empreendedores enfrentam dificuldades para reaver créditos em aberto e precisam lidar com os custos operacionais de cobranças especializadas.

Russo apresentou dados sobre o cenário de inadimplência no país. De acordo com ele, o total de dívidas dos brasileiros atinge R$ 557 bilhões, distribuídas em 338 milhões de débitos. O valor médio por pessoa é de R$ 6.728,51, enquanto o valor médio de cada dívida é de R$ 1.647,64.

“Esse cenário motivou a Facesp a desenvolver um sistema completo e exclusivo para concessão e recuperação de crédito entre as associações comerciais”, explicou Russo.

O AC Recupera oferece a possibilidade de recuperação ativa de créditos e a inclusão de dívidas para protesto, enquanto o AC Protesto permite a consulta de protestos em nível nacional.

“O primeiro passo foi estabelecer parceria com os cartórios do Brasil”, destacou Russo, acrescentando que o protesto é um dos principais instrumentos extrajudiciais para a recuperação de crédito. A solução está integrada a aproximadamente 3.800 cartórios, que são fiscalizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o vice-presidente da Facesp, as duas soluções trazem benefícios tanto para os empreendedores quanto para a rede de associações comerciais, incluindo geração de receita recorrente, fortalecimento do modelo associativista e liberdade de adesão.

A utilização das plataformas não requer burocracia nem taxa de adesão. Durante o processo de recuperação, será cobrada uma taxa de 5% sobre o valor da dívida. “O protesto é a única forma legal de restrição pública”, afirmou Russo.

Por meio do AC Recupera, o empreendedor pode cadastrar as informações da dívida na plataforma, que gerenciará as etapas do processo. O devedor poderá realizar o pagamento via boleto, DDA ou cartão de crédito. Após a intimação, são concedidos três dias úteis para a regularização da dívida.

O sistema é aplicável a diferentes tipos de créditos, como boletos, duplicatas, contratos de prestação de serviços, notas promissórias, confissões de dívida, taxas condominiais, mensalidades e contratos de aluguel.

“São situações que diversas empresas, de diferentes segmentos, podem utilizar no AC Recupera para criar um novo modelo de gestão e transformar valores considerados perdidos ou de difícil recuperação em receita”, explicou Russo.

O primeiro passo é o cadastramento da dívida pendente, que pode ser realizado pelo próprio associado pela internet. A partir do CPF ou CNPJ do devedor, inicia-se o processo de negociação e recuperação.

Na parte final do encontro, Russo respondeu a perguntas dos participantes e detalhou o funcionamento das duas soluções.

“O empreendedor agora dispõe de uma ferramenta fundamental para melhorar o fluxo de caixa da empresa”, afirmou. Ele também destacou que a inadimplência representa uma perda dupla para as empresas, que deixam de receber pelo produto ou serviço e ainda enfrentam custos relacionados à tentativa de recuperação do valor.

“Agora é possível recuperar”, concluiu.

Fonte: ACIM Marília

Fonte original: "recuperação de crédito" – Google Notícias

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